segunda-feira, 4 de maio de 2009

Quem sou eu?

A autodefinição é idéia pretensiosa, falamos mais do que gostaríamos de ser do que somos na realidade. Como diria Renato Russo: "Não sei quem sou, só sei do que não gosto."
Para mim isso já basta, munido desta informação, já procuro eliminar um monte de coisas prejudiciais na minha vida: (pessoas, objetos , atividades, manias e vícios). Certamente são coisas ou pessoas que não trouxeram nada de bom para mim. Na maior parte do tempo o que não faz bem, por consequência, faz mal. Nem que seja apenas pelo tempo perdido ... Pode parecer egoísmo, mas prefiro chamar amor próprio.
Cometo muitos erros, mas depois de percebidos eu assimilo o que deve ser aprendido e bola para frente. Estou pronto para os próximos erros. É assim porque a vida dói e se dói é porque estou vivo...Às vezes temos que fazer escolhas na vida. Postergar a escolha só traz mais sofrimento. Devemos ponderar sobre os novos caminhos, porém escolher brevemente. A ousadia elimina a dúvida. A dúvida frequentemente é confundida com insegurança e no mundo de hoje não há espaço para insegurança.
Quando ouço alguém falar demais de si e de suas supostas virtudes, lembro que não são as palavras que nos definem e sim nossas escolhas transformadas em ações. Então, meus caros, sem ação não somos nada. Escolha e siga em frente! Não que isso resolva todos os seus problemas, mas já é um problema a menos.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Somos Bestiais!



Nesta quarta-feira todos ficaram chocados com a violência empregada pelos funcionários encarregados da segurança da concessionária de trens do Rio Janeiro. Aconteceu no terminal Madureiras. Os passageiros eram simplesmente espancados, esmurrados e chicoteados, para que fossem fechadas as portas dos vagões do metrô.

Toda a imprensa noticiou o caso, o Procurador Geral do Estado disse que a concessão poderá ser suspensa, caso fique comprovado o descumprimento contratual e desrespeito à Lei das Concessões. O parágrafo primeiro do artigo sexto da referida lei é claro. Cabe à concessionária prestar um serviço adequado que satisfaça as condições de regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade e cortesia na prestação do serviço. O presidente da Supervias afirma que é do conhecimento da empresa o ocorrido, mas que os funcionários já foram demitidos, e acrescentou que devido a greve dos ferroviários foi reduzido número de trens em circulação. No meio deste tumulto é comum ocorrer essas situações. O deputado federal vice-presidente da Comissão de Viação e Transportes, Deputado Carlos Santana (PT), coloca em xeque a eficácia da concessão do transporte ferroviário no Rio e defende que o serviço volte a ser estatizado. O ápice da indignação foi do presidente da OAB-RJ, afirmou que a conduta praticada por aqueles funcionários é crime e o Estado tem o dever de puní-los.

Para o Deputado petista vai minhas primeiras pedras, é simplismo acreditar que restatizando qualquer o serviço público teremos qualidade e eficiência. Basta olhar para os doentes morrendo nas filas dos hospitais, sentir a truculência e ineficácia da polícia, vivenciar o péssimo estado das nossas rodovias, a má qualidade das escolas, a ausência do saneamento básico. Enfim, seja serviço prestado pela concessionária, ou pela administração pública, dia a dia, a dignidade do brasileiro, que paga a maior carga tributária do mundo, é desrespeitada.

Para ilustrar o que quero demonstrar, um dia desses fui à CELG (Centrais Elétricas do Estado de Goiás), que é empresa pública, solicitar a instalação de energia elétrica da minha nova moradia. Atendido com desprezo e desinformação, parecia que eu não era bem vindo ali. Fui informado que a energia elétrica só chegaria em 48 horas. Perguntei senão podia ser mais rápido porque eu não queria ficar no escuro. Recebi uma negativa categórica e de resultado minha energia demorou 04 dias para ser instalada, serviço tão lento quanto o governador Alcides Rodrigues.

O Procurador Geral do Rio de Janeiro parece mais preocupado com aspectos contratuais entre a Concessionária e o Estado. Já o Presidente da Supervias trata o problema como corriqueiro e as demissões dos envolvidos basta. O Presidente da OAB/RJ foi o mais duro, sugerindo que a conduta praticada é crime. O problema das autoridades brasileiras é que acreditam que nós existimos para dar poder e direito a elas. Porém, no estado democrático de direito o que deve acontecer é o contrário. O povo é que empresta seu poder para as autoridades com a finalidade de representar e ampliar os direitos da comunidade.

Não foram apenas o Código Penal e a Lei de Concessões que foram desrespeitadas. Muito além disso vêm o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana. É como se cada brasileiro honesto e trabalhador que volta para casa cansado do trabalho e do trânsito caótico tivesse sido desrespeitado e humilhado diariamente, visto que testemunhas alegaram ser praxe dos funcionários da Supervias tal selvageria.


Do que adianta 16 anos de crescimento econômico? Bolsa universitária (se os cursos estão distantes da realidade profissional), a bolsa família, eleições diretas? Se o Estado não respeita o elementar. Não tenho nada contra os impostos, taxas e etc. Acontece que como cidadão e contribuinte quero ver a contraprestação desse dinheiro. Para que serve todas essas conquistas? Se tenho que esperar mais de vinte quatro horas numa maca para conseguir vaga no hospital? O Presidente comemora seus números impressionantes e suas razões. Mas o que me importa? Se quando vou dar queixa de roubo na delegacia não sei se devo ter medo da polícia ou do ladrão. Não tem nenhum sentido desenvolvimento econômico sem o respeito a dignidade da pessoa humana. Crescimento do PIB entre 1% e 5% sem serviço público eficiente? Servidor público é o empregado do cidadão e não damos chicotadas no nosso patrão.

É esta e por outras que duvido se estamos mesmo no caminho certo. Sinto a cada dia que passa que nós nos tornamos mais bestiais. Lembrei de uma velha piada Britânica: sabe como se conhece um brasileiro em Londres? Quando ele corre para atravessar a rua e empurra uma idosa para subir no ônibus antes dela. Ou fazemos algo de concreto em relação a estes abusos, ou seremos tratados como bestas lideradas por uma anta.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

FHC pelo THC!


- Fernando Henrique Cardoso defendeu a descriminalização da maconha no encontro da Comissão Latino Americana sobre drogas e democracia. Argumenta que a repressão da polícia judiciária não têm apresentado resultados contra o crime organizado e nem diminuído o consumo. Ao contrário há um aumento de usuários, sobretudo de maconha. Defende a descriminalização do usuário e que passemos a cuidar do problema como um assunto de saúde pública e educação. A declaração foi um grande passo para discussão de nova políticas públicas para o combate do uso de drogas. A partir daí, políticos, ministros, autoridades, juristas debatem a questão.
- Historicamente a proibição do uso de entorpecentes é ineficaz, basta lembrar a lei seca americana, que proibiu a bebida durante a Grande Depressão de 1929. Não só os americanos não pararam de beber, como o contrabando de bebidas produziu um dos mais famosos gangsteres da história. Alphonsus Gabriel Capone (Brooklyn, Nova Iorque, 17 de janeiro de 1899Palm Beach, 25 de janeiro de 1947), mais conhecido como Al Capone.
- Tudo é muito evidente, quanto maior a repressão cada vez ocorrerão mais apreensões, havendo menos mercadoria disponível no mercado o preço vai às alturas. O aumento do preço estimula mais pessoas a traficar, que apesar dos riscos há um lucro maior. Com mais dinheiro o traficante pode comprar armas, subornar policiais e autoridades. Isso chama economia de mercado, ou seja, capitalismo mais precisamente. Está para nascer sistema econômico mais resistente que esse, pois ele renasce de suas crises.
- A guerra contra o tráfico não é uma guerra para ser vencida, é um ciclo que se renova a cada dia. Se o uso de drogas fosse legalizado, certamente será o golpe financeiro mais intenso e eficaz contra o crime organizado. Duvido que alguém arriscaria comprar droga de bandido, se a pessoa pudesse ter seu seu cultivo de maconha em casa, ou se pudesse comprar drogas num ponto de venda autorizado. Esse discurso que o usuário alimenta o crime organizado é falso. Quem alimenta o crime organizado é o estado com sua política de proibição e repressão.

- Infelizmente, setores conservadores da sociedade que não aceitam sequer discutir uma mudança na política anti-drogas. Sustentam que se discriminalizado ou legalizado o consumo aumentaria a níveis alarmantes, sobretudo entre os jovens. Outros, acredito eu, lucram bastante com a proibição, como policiais corruptos que recebem o suborno, parlamentares lobistas do crime organizado, magistrados. Basta lembrar os fatos citados no passado na pretérita CPI do narco-tráfico. Ora, as drogas e as armas do Comando Vermelho não são produzidos na favela, é óbvio que chegam lá com a conivência de setores do poder público.

- A solução do problema não é simples, deve haver um investimento maciço em informação e educação. As pessoas têm o direito de saber tudo sobre as drogas, as substâncias das quais são compostas, quais são as sensações do uso e os problemas de saúde que causam. Quanto ao argumento de aumento de usuários, caso haja um abrandamento na política de enfrentamento ou possível legalização, tenho que discordar. O cigarro é uma droga legalizada, certo? O consumo de cigarro teve um alto índice de redução nas últimas décadas. Por quê? Simples, os governos resolveram investir na educação e informação sobre os malefícios e doenças provocadas pelo cigarro. O gasto em repressão quem paga é o contribuinte, e essa repressão não têm obtido resultados. O preço que a sociedade paga é muito caro. Esse dinheiro poderia ser investido em escolas, hospitais e estradas. Outro mito é da dicotomia entre traficante e viciado. O traficante é sempre visto como um bandido com uma metralhadora na mão e o usuário um jovem ingênuo. Isso nem sempre é verdade, muitos adolescentes e jovens de classe média tornam-se traficantes para manterem o vício. Se o estado anda preocupado com o futuro da juventude, por quê, então, jogá-la na cadeia ? Como sabemos, não existe lugar mais seguro para consumir droga que uma cadeia brasileira. Além do mais o sistema carcerário brasileiro mais destrói do que recupera as pessoas.

- Desde os primórdios a humanidade tem contato com alucinógenos, psicotrópicos e estimulantes. Nas civilizações antigas as drogas serviam como instrumentos que possibilitavam encontrar suas divindades e lhes proporcionava autoconhecimento. O objetivo era a busca da evolução espiritual. Nesta jornada existia a figura do Xamã, líder espiritual que guiava as pessoas na jornada para o eu interior, era ele quem estabelecia os limites e orientava o uso dessas substâncias. O ser humano têm necessidade de fugir da realidade por meio de drogas , à vezes, essa fuga é normal e necessária, essa tradição nos acompanha por milênios. Acontece que o sentido espiritual desta jornada se perdeu nas sociedades ocidentais. A fuga constante ao contrário da esporádica é prejudicial, proporciona uma falsa sensação de felicidade e uma certa apatia em relação a vida, sem contar os incontáveis problemas de sáude.

- O ser humano nunca vai parar de se drogar, a proibição impede uma velha tradição antropologicamente falando, o surgimento de "xamãs", ou de pessoas que orientem e advirtam sobre o uso de certas substâncias. É preciso acabar com a hipocrisia de que é possível acabar com o uso das drogas entre nós. Basta visitar um bar, uma farmácia ou até mesmo um supermercado, que você verá quantos alucinógenos, psicotrópicos e estimulantes estão disponíveis legalmente no mercado. O possível é criar uma política de prevenção e educação, aí sim podemos reduzir o número de viciados, conscientizar as pessoas das vantagens de não se usar drogas e para aqueles que preferem fazer uso dessas substâncias, dar instrumentos para ajudá-los a entender os seus limites, os danos a sua saúde e fazê-los diminuírem ou até mesmo parar. Isso sem apontar uma arma na sua cabeça e colocar um par de algema em seus punhos.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Intenso como a vida deve ser!

Intensidade

É oito ou oitenta ! Nunca fui cinco e meio ou na média. Odiava matématica e física, tirava zero ou no máximo três. Em contrapartida adorava história, geografia, literatura. Aí minhas notas eram 8,5 até 10. Na política já fui de esquerda até chegar a ser liberal. O mesmo em relação aos sentimentos, oscilando entre ódio ou paixão.

Alguns dizem que isso é um transtorno bipolar. Uma dia me mandaram tomar PROSAC pelas manhãs e diazepam à noite.

Tudo isso tem outro nome: intensidade. Sou intenso como a vida requer. Entre altos e baixos, inconstante.

É preferível a intensidade do que uma vida vazia. No meio termo de tudo, sem tomar partido de nada, acéfala de opniões e insípida de sentimentos.

Ora, sei que quando morrer terei muito tempo para não sentir nada. Por isso é preferível a dor, meu caro amigo. Se você não sentir nada é por que certamente já morreu. Viver dói de maneiras inimagináveis.


Para mim o sorriso pode ser um LSD e a vida pode me embriagar de sua essência. Antes que a morte reclame para si toda a memória de um dia ter sentido alguma coisa.



Sempre fui assim, intenso, como a vida deve ser.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Traquinagens do Governo Estadual


-No final do mês de novembro os goianos foram surpreendidos com uma proposta de emenda à constituição estadual, a pedido da Secretaria da Fazenda, o deputado estadual Wellinton Valin (PT do B) apresentou projeto de redução do orçamento da UEG (Universidade Estadual do Estado de Goiás), em até 08 (oito) vezes o orçamento da instituição. O orçamento geral da educação mudaria de 28,25 % para 25,5%. Seriam mantidos os recursos da Secretaria Estadual de Educação referentes ao ensino fundamental. Porém a verba destinada para a UEG diminuiria de 2% para 0,25 %, a Fundação de Amparo a Pesquisa terá um decréscimo de 0,5 % para 0,1 %, a Secretaria de Estadual de Ciências e Tecnologia também sofreria esta mesma redução e a Secretaria Estadual de Agricultura será de 0,25 para 0,05 %.

- A desculpa da Superintendência do Tesouro é que atualmente são gastos 6,9 milhões de reais com a folha da UEG e 700 mil com a manutenção. Para se atingir o patamar de 2 % deveriam ser gastos 12 milhões, o que para a administração estadual é impossível. Celio Freitas afirma que o gasto com a folha não será contabilizado no percentual (e quem garante?). Então para o mesmo, só ocorrerá um pequeno ajuste e se a receita do estado crescer poderá aumentar o pecentual. Ressalta, ainda, que desde a criação da Universidade o repasse nunca foi cumprido integralmente.
- Para a administração pública é melhor emendar a Constituição estadual do que cumpri-la. Célio de Freitas afirma que a administração passada nunca cumpriu o repasse à UEG. Depois do mensalão esse argumento tornou comum, justificar os próprios erros por que a administração passada também os fez. É assim que o governo federal age quando faz afirmações do tipo: "O mensalão surgiu com o PSDB mineiro" e "caixa dois todo mundo faz", É assim que nós brasileiros perpetuamos nossos erros . O incrível como a sociedade assimila esse tipo de explicação, e em casa com nossos filhos não aceitamos tal desvio comportamental.
-É comum as crianças quando fazem traquinagens tentarem se eximir dizendo que: - Ah ! Pai! Por quê você está brigando comigo? Meu irmão fez a mesma coisa e você não brigou com ele. No mínimo, um pai responsável não aceita esta justificativa e repreende o garoto, ou aplica o castigo nos dois. Por que, então, nós eleitores devemos aceitar esta postura, daqueles que nos representam?
-Interessante é a justificativa da administração estadual de não ter verbas suficientes para cumprir o dispositivo constitucional, por isso quer mudá-lo. Imaginem se a moda pega? O salário mínimo, por exemplo: deveria atender as necessidades conforme a CF/88, no artigo 7º, IV, prescreve que o “salário mínimo , fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim”. No entando o salário mínimo nunca foi capaz de proporcionar isso aos brasileiros. Então por isso devemos suprimir o texto constitucional? A constituição federal proibe a tortura, será que se alguém for torturado deveremos então mudar o texto de nossa Magna Carta?

-Claro que não, uma Constituição não é só a organização político administrativa do Estado, mas contém seus princípios e normas programáticas. É também uma carta de intenções com os direitos e ideais desejáveis e almejados pela nãção. Mesmo se o Estado não consegue cumprí-los deverá fazer todo o possível para conquistá-los.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

A MORTE DE ROMEU !

-William Shakespeare é um cara inteligente, na sua obra mais célebre :"Romeu e Julieta", a mais famosa estória de amor de todos os tempos, no final do enredo Romeu, desavisado, suicida-se quando pensa que a amada está morta(mas na verdade era apenas uma simulação da parte dela para fugir com seu amado), em seguida Julieta ao acordar do seu transe de entorpecimento, percebe que Romeu faleceu e resolve trilhar seu caminho, já que a vida seria insuportável sem seu consorte.

- Todos os leitores ou espectadores, que conhecem essa magnífica estória, não deixam de sentir uma certa frustração. Fica aquela indagação: "Por quê não poderiam ser felizes juntos?" "Por quê não um final feliz?" Ai é que está a sagacidade de Shakespeare, a única forma de eternizar o romance seria com a morte de seus protagonistas.

- Imaginem! Se os dois conseguissem mesmo casar ou fugir ? Encontrariam muitos obstáculos que iriam desgastar o relacionamento do jovem casal. Romeu teria que arrumar emprego, coitado do garoto, ele nunca trabalhou na vida. Dado aos precários métodos anticonceptivos da época, logo Julieta certamente ficaria grávida. Provavelmente Romeu teria que voltar para casa com a mulher grávida. Ouviria horrores da família por ter resolvido misturar seu sangue com o sangue dos inimigos. Encheriam o saco da pobre julieta, que por sua vez ficaria eternamente privada de visitar sua familia.

- Houve um grande ascrécimo no número de divórcios no Brasil, segundo o IBGE, houve um aumento de cerca 50 por cento. Nietzsche tem razão, amamos desejar mais do que o objeto desejado. Adoramos o poder da conquista e da sedução. Para Nietzsche o ser humano é viciado pela sensação de poder. Depois que o romantismo acaba, achamos que não precisamos conquistar mais, ou pensamos que o preço pago para seduzir foi caro demais, ou simplesmente agimos como crianças que cansamos do nosso brinquedo e queremos um novo. Estou com Shakespeare, foi melhor matar os dois amantes e idealizar o amor, do que fazê-los passar por essa triste rotina. Nós seres humanos temos o péssimo hábito de destruir coisas belas. Ainda não estamos preparados para dedicar em dividir tempo e responsabilidades com outras pessoas, a paciência do homem moderno anda cada vez mais curta, o amor efêmero e descartável.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

O Mínimo Possível !

O governo do presidente Lula e do PT só se deu bem fazendo o mínimo possível, assim como todos os brasileiros quando passam por períodos de prosperidade, os políticos brasileiros deixam tudo para depois e para viver o pragmatismo de se manter no poder.


Funciona mais ou menos assim: você tem um bom emprego, trabalha meio período, então conscientemente ou inconscientemente relaxa e deixa as coisas correrem frouxas. Aí você estoura seu cartão de crédito, compra um carro novo, faz um financiamento imobiliário. Mas de repente a realidade bate à sua porta, juros exorbitantes, cobranças de impostos, e condomínio atrasado. Então você toma uma decisão de arrumar mais um emprego, ou fazer uma especialização. Ou seja, tomar providências que você deveria ter tomado muito antes, quando a vida estava mais tranquila.

O estado brasileiro, historicamente, age dessa mesma forma. Quantas vezes já se ouviu :"Brasil, a oitava economia do mundo", "Milagre Econômico Brasileiro ", "Ninguém segura esse país", "Nunca na história desse país estivemos tão bem". Justamente nesses momentos de prosperidade é que deveríamos aproveitar para fazer reformas necessárias. Resolver os problemas da infra-estrutura. Para se ter uma idéia, no século XIX os E.U.A contruíram sua primeira ferrovia leste-oeste. Nós, desde o tempo do Império sonhamos com uma ferrovia norte-sul. Quanto dos nossos produtos deixam de ser competitivos por termos escolhido um modelo rodoviário em um país continental? E a reforma trabalhista? Vocês sabem quanto custa em impostos um trabalhador? O mesmo que seu salário, ou seja, carga tributária de cem por cento. Em outros paíeses da América Latina o máximo que se chega é trinta por cento. E o problema da saúde? E da segurança ? E da educação?

Enquanto vivemos o êxtase de uma prosperidade, deixamos de fazer o que realmente é importante. "Nunca na história desse país" vivemos um governo democrático com tamanha popularidade, com tanto apoio do congresso nacional e ainda recordista de arrecadação . O governo Lula surfou e se beneficou com a onda especulativa global. Poderíamos ter feitos reformas essenciais para nosso desenvolvimento. Mas o que o governo priorizou???? Bolsa família, assistencialismo, medidas populistas e paliativas, apenas pelo simples prazer de se manter no poder.

Nós brasileiros somos assim, preguiçosos, procrastineiros, deixamos tudo para o último dia, para última hora. Não é??? Agora culpamos nosso fracasso por causa do Tio Sam. Sempre achamos que a culpa é dos outros, mas se tivéssemos feito a lição de casa, provalvemente, depois dessa tempestade poderíamos ser uma superpotência econômica emergente. Ao invés disso, nosso governo ocupa-se com gastos correntes mais com que investimento de capital, exagera em cargos comissionados e em vinhos de quinze mil reais.